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Discurso 25 de Abril de 2010
Discurso 25 de Abril de 2010 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Comissão Politica - Comissão Politica
Segunda, 26 Abril 2010 22:37

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Pinhel Sr. Luís Poço.

Exmo. Sr. Presidente do Município de Pinhel,

Sr. Eng. António Ruas.
 Sras. Senhores Vereadores

Sras. Senhores Presidentes de Junta de Freguesia.
 

Srs. Membros da Assembleia Municipal e demais entidades presentes, Senhoras e Senhoras

Comemorar o 25 de Abril significa actualizar, tornar presente os ideais de Abril, significa reconhecer e agradecer a todos os que livremente decidiram por em causa a sua liberdade a sua vida e da sua família para nos devolverem um dos mais nobres valores da vida humana a … liberdade.


O 25 de Abril trouxe-nos a liberdade e a democracia e esta, como dizia Churchil é um regime com muitas imperfeições, mas ainda não conhecemos um sistema político melhor. De facto a democracia encerra algumas imperfeições que os homens e mulheres que estão no poder se deviam encarregar de esbater, dando as mesmas oportunidades a todos independentemente do ideal político ou partido que representam. 

A liberdade só por si é um conceito vago e abstracto, só é materializável se houver, autonomia económica, por isso é necessário o empenho de todos, para que consigamos o desenvolvimento económico necessário, para que não seja necessário andar a mendigar um emprego, quem pede não é livre. Pinhel tem uma memória e um passado de lutas, manifestações e de prisões que fazem parte da história da resistência cívica à Ditadura em Portugal, basta lembrar a forma, como tombou José Dias Coelho. Com a humildade de quem, como nós, usufruiu, na maior parte da sua vida de condições de liberdade politica, curvamo-nos, perante o testemunho dos que, estando ou não presentes, por essa liberdade lutaram, cabe nos a nós continuar a lutar e manter vivos os ideais de Abril.

O poder local, é hoje um marco fundamental, da nossa democracia, por isso é necessário que ele seja exercido com transparência e independência, tratando todos por igual, esta foi uma das razões pelas quais o capitão Salgueiro Maia e seus camaradas arriscaram a vida e tiraram este pais das trevas em que permanecia à 48 anos.  

O poder local afirma-se pela sua capacidade de bem gerir os recursos financeiros existentes, não podemos gastar as nossas receitas e as das gerações seguintes. Passados 36 anos é necessário interrogarmos-nos se o percurso seguido foi o melhor, se as estratégias foram firmes e coerentes. Terão os nossos autarcas pensado e idealizado os melhores caminhos? Terão definido as melhores estratégias? Talvez não. 

Assistimos a desertificação humana do nosso concelho, como se de uma má sina se tratasse, os jovens têm que ir embora, porque não existem condições para por cá se fixarem, e assim perdemos o que de melhor temos, as pessoas. Queremos um concelho onde possamos ter futuro é urgente que realizemos o terceiro “ D “ da revolução de Abril, de forma a consolidarmos uma democracia moderna e respeitadora, temos que construir um novo paradigma de desenvolvimento. 

È fundamental continuar a comemorar o 25 de Abril, bem como a república e seus ideais, ela que este ano faz 100 anos, mas, mais importante do que celebrar é viver e realizar os seus ideais todos os dias, tanto enquanto cidadãos, como nas funções para que fomos eleitos.

Como dizia o poeta Abril faz-se todos os dias

 
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